Os dois são links e a semelhança termina aí. Cada um resolve um problema diferente, e confundir isso leva a gastar esforço na frente errada.
Backlink: vem de fora
É a citação. Diz aos buscadores que outra pessoa considerou o seu conteúdo digno de referência. Você não controla: depende de alguém decidir linkar. Por isso pesa tanto — e por isso é a parte difícil.
Link interno: liga suas próprias páginas
É a sinalização. Diz ao buscador como as suas páginas se relacionam, qual é a principal de cada assunto, e por onde circular dentro do site. É inteiramente seu, custa um clique e quase ninguém usa direito.
Ele faz três coisas: ajuda o buscador a descobrir páginas novas; distribui para as páginas internas a reputação que chegou pela página inicial; e mantém o leitor no site, levando-o ao próximo passo natural.
O desperdício comum
O caso típico: um site com quarenta artigos, todos acessíveis apenas pelo menu e pela listagem do blog, nenhum citando o outro. A reputação que chega fica presa na página inicial, e cada artigo vive isolado.
O conserto é mecânico: cada artigo cita dois ou três outros do mesmo assunto, com o texto do link dizendo o que vai encontrar do outro lado — "como conseguir backlinks de qualidade", não "clique aqui". Meia hora de trabalho num site de quarenta artigos costuma produzir efeito visível em semanas.
Na prática
Os dois são necessários e não se substituem. Sem backlinks, o site não tem reputação para distribuir. Sem links internos, a reputação que entra não chega às páginas que precisam dela. Comece pelos internos, porque dependem só de você, e trabalhe os externos em paralelo — é o que explica o guia sobre backlinks.