A pergunta quase sempre vem buscando um nome. A resposta útil é um método, porque o mesmo programa que enriquece um afiliado é perda de tempo para outro.
Os quatro critérios que importam
Percentual de comissão. O número mais visível e o menos decisivo sozinho. Trinta por cento de um produto de vinte reais são seis reais.
Ticket médio. Quanto a pessoa gasta em média. Três por cento de mil e duzentos reais valem mais que trinta por cento de cinquenta.
Duração do cookie. Por quanto tempo a venda ainda é atribuída a você depois do clique. Cookie de horas exige pegar a pessoa já decidida; cookie de trinta dias permite trabalhar com conteúdo que planta a dúvida hoje e colhe depois.
Conversão da loja. Você pode mandar tráfego perfeito para uma loja que perde a venda no frete ou no cadastro. Se possível, compre uma vez antes de divulgar — o caminho inteiro fica visível.
Os grandes do Brasil, em resumo
- Marketplaces generalistas (Shopee, Mercado Livre, Amazon): catálogo gigante, conversão alta, percentual baixo e cookie curto. Bons para volume.
- Infoprodutos (Hotmart, Eduzz, Kiwify): percentual muito alto, às vezes recorrente, e exige confiança — ninguém compra curso por link de desconhecido.
- Serviços e assinaturas: comissão recorrente, que é o único modelo em que o trabalho de hoje ainda paga daqui a um ano.
- Varejo de nicho: menos concorrência, público específico, conversão boa quando você fala a língua daquele público.
O critério que quase ninguém usa
Onde o programa permite que você divulgue. Um programa com comissão excelente que proíbe anúncio pago, proíbe cupom e restringe o uso da marca pode deixar você sem canal nenhum além do orgânico. Leia o regulamento antes, não depois.
E, se o seu canal principal for conteúdo encontrável, vale saber que comissão recorrente combina especialmente bem com isso: a página continua trazendo gente meses depois, e cada assinatura nova continua pagando. Como fazer essa página ser achada está em divulgar link de afiliado no Google.