Quem tem orçamento grande pode errar e corrigir. Quem toca um negócio pequeno sozinho não tem essa folga: cada hora gasta na frente errada é uma hora que não foi para o cliente. Por isso aqui importa menos a lista de possibilidades e mais a ordem.
1. Perfil do negócio no Google, hoje
Gratuito, rápido de criar e é o que responde às buscas de quem está perto e precisa agora. Preencha tudo: horário, serviços, formas de pagamento, fotos reais do lugar e do trabalho. Perfil pela metade aparece menos que perfil completo, e a diferença é visível.
2. Arrume o título das suas páginas
O título é o que mais pesa para o buscador decidir sobre o que é cada página, e é também a linha que a pessoa lê antes de clicar. Troque "Início" por "Padaria artesanal em Campinas". Troque "Nossos serviços" por "Instalação de ar-condicionado em Niterói". Custa dez minutos e muda o jogo mais do que qualquer post.
3. Peça avaliação a quem já comprou
Avaliação é a única divulgação que você não escreve e que todo mundo acredita. Peça depois de cada entrega, por mensagem, com o link direto. Quem está satisfeito avalia; só não lembra sozinho.
4. Cadastre o negócio nos lugares do seu ramo
Guias, associações, portais regionais, catálogos de fornecedores. Cada um desses cadastros é uma citação do seu nome e um caminho a mais até você. É o tipo de trabalho chato e cumulativo que quase ninguém faz direito — e é justamente por isso que ele ainda funciona.
5. Anúncio pago: por último
Anúncio não conserta página ruim, não conserta falta de avaliação e não conserta telefone que ninguém atende. Ele multiplica o que já existe. Se o que existe ainda é frágil, multiplicar é desperdício.
O que não fazer
Não compre seguidor, não compre pacote de mil links por trinta reais e não contrate quem garante primeiro lugar. Os três têm a mesma lógica: entregam número e não entregam cliente. Links comprados em lote, em particular, deixam rastro, e o rastro às vezes custa mais caro do que a ausência deles — assunto que está detalhado em backlinks ruins.